
 1989
 1901
 1904
 1921
 1925
 1929
 1932
 1938
 1959
 1965
 1972
 1982
 1999 |
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Fiat Uno é um automóvel fabricado pela
italiana FIAT, apresentado pela primeira vez no Cabo Canaveral,
Flórida (EUA), palco escolhido para apresentar à imprensa em 20 de
janeiro de 1983 seu primeiro carro mundial, idealizado para
substituir o 127 (147 no Brasil).
Necessário diante do envelhecimento de
seu antecessor, lançado em 1971, o Uno chegava para combater a
invasão japonesa em seu segmento de carros pequenos. O projeto
começou no final dos anos 70 com dois estudos, o 143 desenhado pela
equipe de Pier Giorgio Tronville, do Centro Stile Fiat e o 144 pela
Italdesign de Giorgio Giugiaro.
É um carro de conceito simples e
moderno, com motor transversal, tração dianteira e suspensão
McPherson com mola helicoidal à frente. Na traseira era usado eixo
de torção, também com mola helicoidal. Eleito Carro do Ano na Europa
por um juri de 53 jornalistas no mesmo ano de seu lançamento, logo
ganhou novas versões. Já em maio vinha o motor a diesel de 1,3 litro
e 45 cv; em outubro era apresentada a versão conceitual Uno-matic
70, com transmissão de variação contínua (CVT), que se tornaria
disponível apenas em 1987 no Uno Selecta.
Em abril de 1985 nascia o Uno Turbo
i.e., em que o motor de 1,3 litro (1.299 cm3, e que mais tarde teria
um motor de 1.301 cm3) recebia turbocompressor e injeção eletrônica,
gerando 105 cv. Foi oferecido com painel digital e freios a disco
nas quatro rodas. Em junho aparecia o motor Fire, de produção
totalmente automatizada, com 1,0 litro (999 cm3 e 45 cv) -- um
parente do que agora existe no Brasil atualmente. No ano seguinte
era lançado o Uno 70 Turbodiesel, com motor de 1.367 cm3 e
acabamento externo similar ao do Turbo i.e. O diesel de aspiração
natural era oferecido com 1,7 litro (1.697 cm3 e 58 cv).
Em 1987 o Turbo i.e. ganhava
catalisador e, um ano depois, freios com sistema antitravamento (ABS
em inglês: Anti Block Sistem). Surgiu também um 75 i.e., com 1,5
litro (1.498 cm3, injeção e 75 cv). Em setembro de 1989 o Uno
recebia ampla reestilização, com um capô em cunha acentuada, faróis
de perfil mais baixo, tampa traseira mais saliente e arredondada e
novas lanternas. O Cx baixava para 0,30 e o interior trazia painel
mais moderno e ganhos em acabamento e qualidade de construção.
Os motores agora eram o antigo 903, os
Fires de 1,0 litro e 1,1 litro (999 e 1.108 cm3 este de 56 cv), um
1,4 litro (1.372 de 71 cv) e o conhecido 1,5 litro (1.498cm3). O
Turbo i.e. passava a 1.372 cm3 e 118 cv e os diesels permaneciam,
com a adição de um de aspiração natural de 1,9 litro (1.929 cm3 e 60
cv) no ano seguinte. Esse Uno teve numerosas versões e séries
especiais, como Suite (com bancos de couro e ar-condicionado),
Hobby, Rap, Rap Up, Formula, Estivale, Cosy, Seaside, Targa e Brio.
O mais rápido era o Turbo i.e. Racing, de 1992, com teto solar,
bancos ajustáveis em altura, pneus 175/60 e aceleração de 0 a 100
km/h em 8,4 s.
A produção italiana do Uno foi
encerrada em 1995, dois anos após o lançamento do Punto, com um
total de 6.032.911 unidades fabricadas. Mas permanecia na Polônia,
com motores de 999 cm3 (45 cv), 1.372 cm3 (69 cv) e diesel de 1.697
cm3, que se somaram em 2000 ao de 899 cm3 e apenas 39 cv. Também
continuavam em produção o três-volumes Duna (Prêmio) na Argentina,
com motor 1.297 de 72 cv, e o Uno no Brasil.
No Brasil
A produção no Brasil inicia em agosto
de 1984, na fábrica de Betim em Minas Gerais, 8 anos após o 147. De
início apenas com três portas, mantinha as linhas do modelo
italiano, mas com uma importante diferença: o capô envolvia parte
dos pára-lamas, o que permitia a acomodação do estepe no
compartimento do motor como no 147, de maneira a ampliar o
porta-malas e evitar o incômodo de ter de descarregá-lo.
Por conta da localização do estepe, a
entrada de ar para a cabine precisou ser deslocada do centro, como
no original italiano, para a direita, em zona de menor pressão
aerodinâmica. Assim, aeração interna acabou não sendo o forte da
versão brasileira, devido à menor captação de ar.
Mesmo assim o Uno representava enorme
evolução sobre o retilíneo 147, a começar pela redução do Cx de 0,50
para apenas 0,36 -- pior que na Europa, pois o o modelo brasileiro
era 15 mm mais alto --, passando pelo conforto de rodagem, segurança
ativa e passiva, visibilidade e posição de dirigir, em que o volante
assumia posição mais "normal", menos horizontal. No entanto foi, de
início, rejeitado por muitos, que lhe atribuíram o apelido de
"botinha ortopédica" em função do formato da carroceria bem
diferente do que existia até então.
Outras alterações do projeto original,
de ordem mecânica, previam melhor adaptação do carro às condições
nacionais de rodagem, além do aproveitamento de componentes do 147.
Deste vinham os motores de 1.048 cm3 a gasolina (52 cv, 7,8 m.kgf),
para a versão S, e de 1.297 cm3 a gasolina (58,2 cv, 10 m.kgf) e a
álcool (59,7 cv, 10 m.kgf), para as versões S e CS. Com desempenho
razoável (velocidade máxima entre 140 e 150 km/h), tinham na
economia de combustível seu destaque.
O Uno brasileiro também herdava de seu
antecessor a suspensão traseira independente McPherson, com feixe de
molas transversal atendendo os dois lados da suspensão. A Fiat dizia
ter constatado em testes que os amortecedores do italiano não
duravam mais que 5.000 km sob uso intensivo, optando por trocar toda
a suspensão. E foi ela a responsável pela mudança no capô que
permitiu o estepe no compartimento do motor: não havia espaço para a
roda-reserva e sua caixa sob o porta-malas, como entre os braços do
eixo de torção do italiano.
Se com a nova suspensão o Uno ganhava
em robustez, por outro lado perdia em conforto de marcha e
continuava, como no 147, a exigir alinhamento periódico das rodas
traseiras, sob pena de desgaste prematuro dos pneus e prejuízo à
estabilidade. Outra característica desta suspensão era a tendência
de tornar a cambagem mais negativa (rodas mais afastadas no ponto de
contato com o solo) à medida em que o feixe de molas cedia, por
acréscimo de carga ou tempo de uso. Tudo isso seria abandonado no
Palio, que passaria ao eixo de torção como no Uno italiano.
A produção do Uno trazia um avanço em
relação à do 147. Em vez de 470 operações de prensa para construir a
carroceria monobloco, agora eram apenas 270, redução expressiva que
significava também menos soldas, aumentando a resistência do
conjunto.
Linha do tempo
1984 - Inicio produção nas versões S(Super), CS
(Confort Super), SX (Sport Experimental) 1985 - Lançamento do
Fiat Prêmio CS 1500cc, versão três volumes do Uno 1986 - SX 1.3
sai de linha 1986 - Elba nas versões S 1.3 e CS 1.5 1987 -
1.5R álcool (86 cv) 1987 - Prêmio nas versões S e CSL 1988 -
Lançamento da Fiorino 1.5 (82 cv) 1989 - 1.5R gasolina 1989
- Elba CSL 4 portas 1990 - Mille (48 cv) sem retrovisor do lado
direito, servofreio e encostos de cabeça 1990 - 1.6R álcool e
gasolina (88 e 84 cv) 1991 - Modificação estética, nova frente
1991 - Uno Mille Brio, com dupla carburação (54 cv) e interior
mais confortável (produzido entre junho e dezembro) 1991 -
Motorização 1.5 substituindo 1.3 1992 - Injeção eletrônica nas
versões S e CS 1993 - Eletronic - ignição digital substituindo o
platinado e opção de quatro portas 1993 - 1.6R MPi 1994 -
Mille ELX 1994 - Uno Turbo 1.4 com 118 cv (maio) - 1801 unidades
produzidas 1995 - 1.6 MPi 1995 - Pick-up Trekking 1995 -
Mille EP 1.0 com injeção eletrônica (julho) 1995 - Eletronic
passa a se chamar i.e. 1996 - Fim dos Uno 1.5, 1.6 e Turbo
(abril) 1997 - Mille SX 1997 - Mille Young 1998 - Mille
EX sem uma luz de ré 2000 - Mille Smart, painel cinza com
mostradores brancos, nova grade (inspirada na linha Brava/Marea)
2001 - Mille com motor Fire (55 cv) substituindo o antigo motor
Fiasa, retrov. e col. de direção do Palio 2004 - Reestilização
na frente e na traseira - a maior já sofrida pelo modelo (fevereiro)
2005 - Motor Fire 1.0 Flex, 65 cv gasolina ou 66 cv álcool, e
leve reestilização na grade dianteira e nos para-choques (março)
2006 - Kit Way, suspensão elevada em 44 milímetros, molduras nos
pára-lamas, revestimento em preto das colunas centrais e vão das
rodas pintados de preto (março)
Fonte: Wikipedia |